Fatos, crônicas, contos, dicas e blá, blá, blá
estiveram aqui!
|
Tempera o sanduba aí:
Terça-feira, Março 11, 2008
Amigos blogueiros, no dia 08 de março comemoramos o “Dia Internacional da Mulher” e já envio meus cumprimentos (atrasado) à minha mulher, minha filha e todas às amigas da blogosfera: Nana, Nanda, Marilac, Carol etc.
Acho legal esse negócio de Dia da Mulher. Mas a gente tem que ter certos cuidados nestes dias. Já pensou: vc tá muito bem andando no shopping, cumprimentando as mulheres pelo seu dia e sem querer manda um parabéns para a Ana Carolina: o que vc faz?
(a) Pede desculpas e diz que se enganou;
(b) Finge que tava falando com a companheira dela e arrisca dizer: - Sua esposa é muito bonita;
(c) Sai correndo e pega o primeiro ônibus que estiver passando pelo ponto.
Realmente essa seria uma situação constrangedora.
Mas é lógico que ninguém sai por aí cumprimentando a mulherada pelo seu dia. Periga ser taxado de tarado e ainda ter que sair correndo com a turba enfurecida atrás!
O normal é rolar um cumprimento na esposa, mãe, sogra, filha, cunhada e amigas. O cumprimento geral mesmo, quem faz é o William Bonner.
O Willye é que é o cara mais indicado para o serviço. Tá com a esposa do lado e não vai parecer que é cantada. Por outro lado elas ficam todas felizes, porque é ele quem tá mandando o recado. Se fosse o Jajá, ia chover carta na redação dizendo que aquilo era brincadeira de mal gosto!
Por isso não vou me estender mais e não vou terminar cumprimentando todas as mulheres, pois eu não sou o Willye e vai acabar chovendo carta no Blogger para acabar com meu Blog!
Mostarda prá vcs!
Postado por Alex Vicente às 8:48 PM
Tempera o sanduba aí:
Quarta-feira, Março 05, 2008
Amigos blogueiros, é bom saber que esse quintal virou até ponto de encontro e tramas de caldinhos e caldos verdes! Que o digam Centauro e Nanaterê!
Por falar nisso aqui no Rio, pelo menos no subúrbio, onde me escondo, temos uma barraca de caldos a cada 100 metros. Em dias de inverno, não há melhor pedida para quem está vindo do trabalho ou faculdade e precisa forrar o velho rangedor!
Até aí nada demais. Mas tem uma barraca que já virou cinco estrelas. Ela fica na Praça do Valqueire. O dono do embuste espalha umas mesas e cadeiras sob a marquise e a calçada fica tomada. Parece um restaurante ao ar livre, com dois ambientes. Lá, de repente, ele ta servindo até com carta de vinhos. Sommelier, mâitre e concierge!
Só não acho justo com o Bacana’s. Pô o cara mantém o pé sujo dele num custo danado. Bota música ao vivo, paga impostos e achaques (Sabem como é? Lidar com fiscal hoje em dia.... Hoje em dia nada! Desde sempre!) e ainda tem que enfrentar a concorrência desleal da barraquinha de caldos do Itaú! O caldilho (sic) tem até saque eletrônico dentro do estabelecimento!
Estou escrevendo esta coluna às 04h28 da madruga. E até que o caldinho do Itaú cairia bem agora!
Peço ainda aos meus amigos da blogosfera, um pouco mais de paciência. Por recomendações médicas, devo evitar este aparelhinho medonho, chamado computador!
Mostarda prá vcs!
Postado por Alex Vicente às 4:34 AM
Tempera o sanduba aí:
Terça-feira, Fevereiro 26, 2008
Amigos blogueiros, dentre minhas habilidades, uma de que muito orgulho é o de ser bom cozinheiro ou para ficar na moda: bom Chef!
Este fim de semana preparei uma especiaria: Massa ao molho de camarão com creme de leite!
Tá bom, não é nada geração saúde, mas é gostoso pra cacete (com perdão da palavra, mas nessa hora...)!
Limpe os camarões (1/2 Kg, pelo menos), tempere e reserve.
Selecione uns oito tomates bem vermelhos e afervente-os para que vc possa retirar a pele.
Cubra o fundo de uma panela (inox de preferência) com azeite (para de reclamar e dizer que não é bom fritar coisas no azeite! Acorda, vc vai comer creme de leite e macarrão!).
Pique uma cebola média (tem que ser picada, se vc ralar ela vira uma laminha na panela) e reserve.
Pegue dois tomates e bata no liquidificador, com meio pimentão verde. Pique o restante dos tomates!
Aqueça o azeite e despeje a cebola, deixando ela ficar douradinha. Após despeje os tomates picados e o que foi batido no liquidificador.
Enquanto ferve, acrescente aspargos e champions em conserva picados.
Em uma frigideira frite os camarões em azeite e depois despeje tudo na panela do molho.
Coloque uma caixa de creme de leite (só o creme, engraçadinho. A caixa vc joga no lixo!) e deixe pelo menos mais uns 5 minutos no fogo!
Cozinhe o macarrão ao dente (qualquer tipo: farfale, talharim, espaguete)!
Coloque a massa numa travessa Marinex, adicione o molho e despeje queijo parmesão por cima. Cubra com papel alumínio e leve ao forno para aquecer. Para servir, espalhe salsa e cebolinha, picados, sobre a travessa.
Não deixe de harmonizar com um bom vinho branco!
Sugestão: Chardonnay Chileno, Cousino Macul!
Desmarque os compromissos da tarde!
Por essa vc não esperava, hein Centauro?
Bom apetite e Mostarda pra vcs!
Postado por Alex Vicente às 10:09 PM
Tempera o sanduba aí:
Sexta-feira, Fevereiro 22, 2008
Amigos blogueiros, finalmente é sexta-feira. Pára! Pára! Não canta aquela musiquinho horrorosa dos sertanejos, não! É só sexta-feira. Só isso! Nada de cerveja! A moda agora é geração saúde!
Mas a sexta-feira é um dia especial. É o prenúncio de um novo fim de semana. Novas aventuras, até que tudo se acabará na musiquinha do Fantástico, domingo à noite.
Esta semana meu comandante resolveu pendurar as botas. É ele mesmo! Fidel.
Para os vermelhinhos românticos como eu, Fidel é uma figura dicotômica! Ao mesmo tempo em que encarna o universitário revolucionário que discutia Sartre, Durkheim, Hegel, Marx, Levi Strauss etc, num barzinho próximo ao Campus (que quase todos fomos um dia), transformou-se em um ditador.
Aí é que está a dicotomia. Amá-lo ou odiá-lo. Após estas décadas em que os muros caíram, eu aprendi que toda verdade tem três lados. Todo governo faz coisas boas, faz coisas ruins e corrompe-se facilmente. Os pais são tão perdidos quanto os filhos, mas principalmente aprendi que somente o tempo mostra a verdade nua e crua.
Após 50 anos JK virou um grande presidente, Getúlio também. Covas, pós-mortem, passou a ser chamado de grande líder inspirador! Só falta Toninho Malvadeza, ser homenageado como bem feitor pelo César Maia (o prefeito maluquinho do Rio), e ganhar nome de rua na Barra da Tijuca.
Por isso prefiro guardar o exemplo revolucionário de Fidel e descartar seu viés ditador!
Suas palavras ácidas, mas não inverídicas sobre eleições foram:
“Eleição é um concurso de simpatia.”
Collor que o diga!
Mostarda pra vcs!
Postado por Alex Vicente às 12:02 PM
Tempera o sanduba aí:
Terça-feira, Fevereiro 19, 2008
Amigos blogueiros, quanto tempo hein? Estou de volta ao nosso convívio. Como disse antes, consegui finalmente resgatar o meu micro das mãos de meu filho!
Todo mundo sabe como é, né? A molecada passa o ano ralando na escola e quando chegam às férias querem tirar o atraso nos joguinhos. Aqui em casa era um tal de Tíbia, que até o ano passado eu pensava que era apenas um dos ossos da perna! Pelo menos o nome era esse, antes da rótula virar patela e do omoplata virar escápula (que mais parece uma escapada do Conde Drácula).
Mas esse ano, vou ter que diminuir o ritmo e vou passar a escrever somente às terças e sextas. Isso porque a minha tendinite não cede apesar de todos os tratamentos que faço.
Vejam vocês que após 8 meses sentindo dores no braço direito, resolvi procurar um médico ortopedista, atendendo às instruções de todos os meus amigos.
Cheguei ao consultório (impressionante como consultório de ortopedista vive cheio) e quando fui atendido, o médico perguntou:
- O que é que está havendo?
No que respondi de pronto:
- Estou com uma tendinite no braço direito.
- Vamos ver.... faça esses exames e traga para mim.
Saí de lá com um calhamaço de pedidos de exames de radiografias e ultrassonografias.
Só na radiografia foram quase duas horas. Mais uma jornada de hora e meia para as ultrassonografias. Cinco semanas depois voltei ao ortopedista e ele sentenciou:
- É. Você está com uma tendinite.
- Pô, mais isso eu te falei na primeira consulta!
Estou na fisioterapia e tomei um remédio que me impediu de beber no carnaval. No final acho que o que ajuda mesmo é gelo e oração!
Mostarda prá vcs!
Postado por Alex Vicente às 4:42 PM
Tempera o sanduba aí:
Segunda-feira, Janeiro 07, 2008
Amigos blogueiros, não! O Alex não desistiu do blog! Acontece que nessa época do ano as disputas pelo computador são imensas! A molecada em casa, não deixa muita sobra pra gente! Hehehe! Mas logo as aulas voltarão e o blog retomará seu ritmo normal!
Esses dias lembrei de uma história que aconteceu comigo! Você tem medo de viajar de avião? Eu não tinha, mas nunca mais fui o mesmo depois do dia 22 de maio de 1997.
Eu estava fazendo um curso no sul de Minas Gerais e já estava por lá, há uma semana. Louco para voltar para casa. Nesse dia, por obra das lambanças da CBF, haveria o jogo final entre Flamengo e Grêmio, pela Copa do Brasil daquele ano. O Flamengo havia arrancado um empate do Grêmio em Porto Alegre e bastaria uma vitória por um gol para sagrar-se campeão daquele ano.
A programação era a seguinte: pegaríamos um avião Bandeirante na sexta-feira, por volta das 15h e no máximo às 17h estaríamos no aeroporto Santos Dumont – Rio de Janeiro. Assim, sem sombra de dúvida, eu poderia acompanhar o Mengão, pela TV.
Na noite de quinta-feira, tínhamos ficado até tarde bebendo algumas cervejas e jogando conversa fora. Tendo que acordar cedo na sexta-feira, para a conclusão do curso, fui para o aeroporto bem cansado.
Quando chegamos recebemos a notícia que o avião teria feito um vôo extra ao Rio e que retornaria por volta das 17h para nos apanhar. Diante disso, permanecemos no saguão aguardando a aeronave. Durante a espera cogitamos permanecer mais um dia no centro de treinamento (para não correr o risco de perdermos o jogo), mas haviam alguns inconvenientes, além do que o comandante da aeronave é que no final das contas decidiria se a viagem ocorreria ou não.
Outro agravante era que havia um idoso, que seria transferido para um hospital no Rio e que estava com a saúde bastante debilitada.
O avião retornou ao centro de treinamento por volta das 17h, conforme o previsto, mas só decolamos lá pelas 18h. Como estava cansado e aquela espera tinha me deixado com mais sono ainda, entrei no avião e logo após a decolagem apaguei!
O Bandeirante é bastante barulhento por dentro. Você escuta os motores durante toda a viagem! Isso acabou embalando meu soninho. Como se fosse uma caixinha de música!
Estava sonhando quando de repente, fui despertado por meu amigo, que estava sentado ao meu lado. Foram palavras carinhosas que reescrevo para que vocês tenham a exata noção do ocorrido:
- CARA! ACORDA AÍ, QUE NÓS VAMOS MORRER!
Despertei assustado, mas procurei manter a calma.
- Calma, cara! Calma! – respondi automaticamente, sem nem mesmo saber o que estava acontecendo.
- Que calma, o quê! Quem tem que estar calmo tá nervoso. Olha pros pilotos!
Estiquei o pescoço e vi os dois pilotos gesticulando como se estivessem em meio a uma discussão. Do meu lugar era possível avistar o radar da aeronave que estava completamente vermelho. Aquilo definitivamente, não era um bom sinal.
Olhei pela janela, para fora do avião e como estava de noite não pude ver muita coisa. Mas em uma fração de segundo tudo ficou iluminado do lado de fora. Um tremendo raio triscara e iluminara toda a asa do avião.
Um segundo colega, sentado em uma poltrona a minha direita, insistia que jogássemos o velho doente pela janela, pois pelo seu ponto de vista, aquilo estava acontecendo porque São Pedro queria levar o coroa de qualquer jeito e iria levar a todos, por conta disso!
O desespero era geral. Não tendo muita solução, eu disse ao amigo:
- Cara! Reza pra alma, porque nossos corpos estão bem comprometidos com isso!
O final da história? Bom, lógico que sobrevivi! Estou aqui, não estou?
O Flamengo empatou em 2x2 e o Grêmio foi campeão.
O velho, não sei se sobreviveu, mas com certeza chegou ao hospital.
O meu amigo tornou-se católico fervoroso!
A outra viagem para o Centro de Treinamento, foi feita de carro. Nove horas de estrada esburacada!
E eu, agora preciso tomar uns remedinhos para viajar de avião!
Mostarda pra vcs!
Postado por Alex Vicente às 1:17 PM
Tempera o sanduba aí:
Quarta-feira, Dezembro 26, 2007
Amigos blogueiros, todo mundo tem uma avó, mãe ou tia que faz a melhor rabanada do mundo. Eu não sei quanto a vocês mas eu como rabanada até de padaria.
Nunca vi concurso de rabanada, mas os quesitos podiam ser: a mais molhadinha; a menos gordurosa; a mais açucarada. Eu iria me fartar!
Eu gosto mesmo é de comer a rabanada no dia seguinte, mas hoje em dia dificilmente eu encontro rabanada do dia anterior em minha casa. Lá em casa todos somos casados e quando nos reunimos na ceia de Natal (mesmo que não estejam todos) as rabanadas acabam. Minha mãe ou minha irmã, acaba tendo que fazer novas rabanadas no dia seguinte, para os que não puderam estar presentes na véspera de Natal. E aí, essas também não duram até o dia seguinte. Em outras palavras não existe “Day After” das rabanadas na casa de minha mãe.
Mas outra pergunta que faço é: se todo mundo gosta tanto de rabanada, porque é que só se faz rabanada no Natal, Ano Novo e no Dia de Reis?
Salvo a rabanada real ( a do dia de reis) as outras concorrem com o bacalhau, chester, tender, manjar, pudim, salada de frutas, bolinho de bacalhau....
Desculpem mas vou parar por aqui, pois tem alguém mexendo no meu farnel de Natal!
Mostarda natalina prá vcs!
Postado por Alex Vicente às 1:16 PM
Tempera o sanduba aí:
Sexta-feira, Dezembro 21, 2007
Amigos blogueiros, hoje não vou postar nada que tenha escrito. Na verdade, vou tomar a liberdade de postar o trecho de um livro que Carol (Casa de Palavras), indicou-me e emprestou-me.
“Aqueles que se permitem as transgressões da alma com certeza são vistos e recebidos pelos outros como estrangeiros.
Os que mudam de emprego radicalmente, os que refazem relações amorosas, os que abandonam vícios, os que perdem medos, os que libertam e os que rompem, experimentam a solidão que só pode ser quebrada por outro que conheça essas experiências. A natureza da experiência pode ser totalmente distinta, mas eles se tornarão parceiros enquanto “forasteiros”.
(Bonder, Nilton – A Alma Imoral: traição e tradição através dos tempos, Rio de Janeiro, Ed. Rocco, 1998, pg. 66)
Dedico este trecho aos forasteiros que se reconheçam nele!
Mostarda prá vcs!
Postado por Alex Vicente às 11:11 PM
Tempera o sanduba aí:
Quarta-feira, Dezembro 19, 2007
Amigos blogueiros, não existe nada pior que pisar em caca de cachorro! O pior é que elas estão sempre por aí! Devidamente estruturadas para receber seu pé e abraçá-lo! É o verdadeiro abraço do amigo urso! Os pobres cãezinhos não têm culpa. Mas seus donos, ao contrário, definitivamente têm!
Tem gente, que diz que pisar em caca de cachorro é sinal de sorte! Tenho cá minhas dúvidas e vou dizer porquê!
Sábado passado, parei meu carro distante da locadora de DVDs e tive que dar uma pequena caminhada até ela. Ao retornar, em certa altura do trajeto, havia uma árvore na calçada, que fazia com que desviássemos o trajeto para junto do muro. Quando eu ia passar, uma senhora vinha em sentido contrário. Cedi a passagem, mas percebi no mesmo instante que havia, exatamente naquele pedaço, disposta em fila indiana, um bocado de caca de cachorro!
Rapidamente alertei a senhora, que num rápido movimento de tango argentino, evitou a pisada fatal ou, para ser mais exato, fecal!
Fui na direção do carro e pensei:
- Pô aquele, é o mesmo caminho que fiz para ir. Como não vi aquela caca?
Exatamente leitor. Isto também foi o que pensei instantaneamente! Apoiei uma das mãos no carro, olhei para meus pés, calçados apenas por um par de Havaianas, e lentamente virei um deles para cima. Sem erro! Estava lá a marca indelével da caca!
Eca! Passei a esfregar os pés na calçada, como se estivesse ciscando! E a caca não saía! Diante da irredutibilidade da caca, peguei um saco e guardei meus chinelos! Entrei no carro e segui para meu próximo destino. A casa de uma amiga.
Como havia chovido durante a noite, tinham várias poças de água em frente ao prédio dela. Ao descer do carro calcei os chinelos e os passei em uma das poças, esfregando-os em seguida em um gramado.
Chinelos limpos fui à casa de minha amiga, sem esquecer de descalçá-los à porta.
Voltei próximo a hora do almoço e pensei em passar no mercadinho Valqueire, que fica próximo à locadora. Só que para isso deveria deixar o carro no mesmo lugar. Lembrei da caca e pensei:
- Tenho que ter cuidado para não pisar de novo!
Parei o carro comecei a andar rapidamente para o mercado e ...... putz passei do lugar da caca! Não é possível! Apoiei a mão no muro, virei um dos pés para cima e .... fui direto para a Casa Lotérica.
Quem disse que pisar em caca é sinal de sorte?
Mostarda prá vcs!
Postado por Alex Vicente às 3:28 PM
Tempera o sanduba aí:
Segunda-feira, Dezembro 17, 2007
Amigos blogueiros, voltei. Voltei ao trabalho, voltei ao blog, voltei ao mundo maravilhoso de Alex! Fiquei muito feliz com os pedidos dos amigos para o retorno do Sanduba.
A volta das férias do trabalho, não tem o mesmo gostinho de volta às aulas. Volta às aulas tem aquele prazer especial de caderno e livros novos; novos e velhos professores; rever os antigos e conhecer os novos amigos!
Volta ao trabalho tem aquele sabor de que as coisas não mudaram muito desde que você saiu. Afinal, só você tirou férias e os outros continuaram ralando e portanto estão de saco cheio. Todos precisando de férias!
Você ainda ouve aquelas velhas frases:
- Que vidão, hein?
- Um dia eu também vou poder tirar férias!
- Você fez aquele trabalho? Ah é, você estava de férias! (esse nem sentiu a sua falta!)
Não vou tirar os méritos das férias laboriais. O sujeito precisa descansar. E foi isso que fiz!
Cuidei um pouco de mim, da família, da minha casa. Sabem esses pequenos reparos que temos que fazer, para as coisas continuarem funcionando? Pois é! Fiz isso também! Pintei paredes, toquei violão, joguei cartas, passei um fim de semana em Penedo, comi bem, bebi bem! Nada em especial, mas certamente cuidei de mim!
Mas o bom é que ainda não acabou! Em janeiro tem mais! Heheheh! Vou tirar a primeira parcela das férias deste período que começa!
Mostarda pra vcs!
Postado por Alex Vicente às 6:33 PM
Tempera o sanduba aí:
Quarta-feira, Novembro 28, 2007
Amigos blogueiros, procurei um monte de coisas para escrever, mas ando sem inspiração. Sabem aquele período pré-férias? Pois é. Você nem está aqui, nem está onde queira estar.
Seu corpo está aqui, mas o espírito já está lá na praia, no campo, no hotel... Malas prontas! Só falta você se livrar de pronto das malas!
Sempre tirei 30 dias de férias, mas de uns tempos para cá passei a dividir o período! Não tenho lá grandes planos, mas estou precisando de um descanso. Tudo bem que dezembro é meio agitado, por causa do Natal, mas antes disso estarei de volta. Preciso mesmo é de um tempo para por umas coisas em dia.
Há muitos anos atrás assisti a uma peça da Regina Casé, chamada Nardja Zulpério, ou qualquer coisa assim. Foi um dos primeiros monólogos que ouvi falar (não que eu seja um profundo conhecedor de teatro – definitivamente não sou). Foi muito engraçado. Em determinada hora ela cantava uma musiquinha que sempre que estou esgotado lembro. Entre outras coisas, ela cantava: “Dou banho em mim, penteio o meu cabelo!”. Estou precisando disto! Cuidar de mim!
A esta altura vocês perceberam que estou tentando enganar com esse textinho, muito aquém das histórias que contei do ônibus e do shiatsu! Mas como vocês são legais não vão me abandonar! Mas prometo que na sexta vou contar como foi minha última sessão de shiatsu. Sem Dragon Victor, mas com uma substituta a altura!
Mostarda prá vcs!
PS: Consegui postar a tirinha da Zoé e Zezé, que é do post de segunda-feira!
Postado por Alex Vicente às 9:37 PM
Tempera o sanduba aí:
Segunda-feira, Novembro 26, 2007
Amigos blogueiros, há algum tempo a Nanda (Idade da Pedra – link ao lado) postou uma historinha do Pererê sobre a mania de se ter manias. Aí achei uma tirinha e lembrei dela! Por isso o tema hoje, em homenagem à Nanda, é mania!
Todo mundo tem mania. Os políticos têm a mania de pegar o que não é deles, os bancos têm mania de meter a mão na nossa grana e depois estornar (só se você reclamar), os cachorros têm mania de se coçar, os gatos têm mania de se lamber, e nós, escritores amadores temos manias de escrever!
Mas a pior mania é a de se corromper. Você acha que não? A corrupção está mais próxima de nós do que imaginamos. Quer ver um exemplo?
Quantos amigos você tem que compram ingressos de meia-entrada, se valendo de uma carteirinha de estudante fajuta? Eu tenho muitos!
O pior é que o negócio virou um ciclo vicioso. O produtor do evento não quer perder dinheiro, então se ele tem que vender a meia-entrada, ele dobra o preço da inteira. Assim, ao invés de vender a meia-entrada pela metade do preço, ele vende a inteira pelo dobro.
Nós que temos a mania de ser trouxas, achamos legal o estudante pagar metade do preço e exigimos que continue a vigir a lei da meia-entrada. O pior é que o troço não tem mais volta. Ou você acha que acabando a lei os produtores vão abaixar o preço?
Meu jeito de protesto é não ir aos espetáculos (com muito pesar). Mas o problema é essa minha mania de achar que faço diferença!
Mostarda pra vcs!
PS. Prometo que amanhã, vou postar a tirinha. O blogger deu pau e não estou conseguindo importar!
Postado por Alex Vicente às 10:59 PM
Tempera o sanduba aí:
Sexta-feira, Novembro 23, 2007
Amigos blogueiros, há quanto tempo vocês não usam um orelhão? Aquele da Telerj, Telesp, Telemig ou da empresa de telefonia do seu lugar? Quem tem menos de 25 ou 30 anos nem vai se lembrar da CETEL.
Outro dia eu e minha família estávamos em Cabo frio e contei aos meninos o sufoco que era conseguir telefonar para casa, na época do Carnaval. As filas eram enormes e os aparelhos nem sempre estavam muito bons. Geralmente de 3; 2 estavam mudos!
De certa forma isso contribuía para os passeios noturnos pela cidade. Quase sempre atrás de um orelhão. Isso propiciava os “flertes” ou “paqueras” ou um pouco mais anos 90, “azaração”. Atualmente nem sei mais como chama isso!
Quantas famílias não surgiram a partir de uma caminhada atrás de um orelhão?
Tenho boas lembranças dessa época dos orelhões. Eu estudei fora do Rio e precisava ligar pelo menos uma vez por semana para casa. Como a grana era curta arrumávamos sempre um jeito de fazer a ligação de graça. Tinham umas técnicas para fazer ligação direta, que não sei como, os colegas de escola descobriam e socializavam com o resto dos amigos. Diodo, puxar o gancho três vezes, discar 9, 9, 9. Tinha sempre uma idéia nova. Acho que hacker sempre existiu, não é?
Outro problema eram as fichas telefônicas. Quando você tinha o telefone, não tinha a ficha; quando tinha a ficha, não tinha o telefone. Aí inventaram a ligação à cobrar. A diversão da molecada era passar trote. Íamos para a rua pegávamos um orelhão e começávamos os trotes:
- É da casa do seu Eduardo Pinto Manso? – A gargalhada era geral.
Ainda outro dia, um amiguinho do meu filho tentou passar um trote prá gente. Só que de celular para celular. Quando atendi tava lá o nome dele!
Hoje os trotes são outros. Bem piores e ameaçadores. O romantismo do orelhão acabou. Ninguém sai de casa para telefonar. Qualquer pirralho tem um celular para ligar.
No início eu me fiz de difícil. Relutei em comprar um celular e até hoje, se esqueço ele em casa, não fico tão preocupado. Continuo achando que não existe nada de tão importante, que não possam esperar eu chegar em casa.
Bom fim de semana a todos!
Mostarda prá vcs!
Postado por Alex Vicente às 5:48 AM
Tempera o sanduba aí:
Quarta-feira, Novembro 21, 2007
Amigos blogueiros, transporte coletivo é uma fonte inesgotável para um cronista. Infelizmente há algum tempo não pego um ônibus. Meu trabalho exige que eu utilize carro, pois meus horários ou são muito cedo ou muito tarde. Mas sinceramente acho que esse contato me faz falta.
Juro que não é demagogia. Perdoem-me os amigos, mas é egoísmo mesmo! A única parte boa, em se usar o transporte coletivo, é o de estar em contato com a crônica em movimento (nossa que chavão!). Mas a verdade é essa.
Como já disse, fiquei muito tempo sem andar de ônibus e perdi o momento em que se deixou de entrar pela porta de trás e se passou a entrar pela porta da frente.
Deu-se o caso que eu estava no centro da cidade e chovia a cântaros. Eu tentei pegar o metrô, mas o serviço estava parado por causa do aguaceiro. O trem estava com uma fila enorme e só sobrou usar o bom e velho, ônibus.
Fui para o ponto, que ficava na Presidente Vargas, em frente ao camelódromo. Lá, tentei me abrigar atrás de um poste, pois a chuva não dava trégua. Após uma longa espera, o bendito Praça 15 – Vila Valqueire apareceu. Eu já estava um pouco molhado, pois o poste não dava conta de proteger nem urina de cachorro!
Como é de se esperar, o coletivo parou fora do ponto e tive que correr para alcançá-lo. Agarrei os corrimões da porta e comecei a bater para o motorista abrir. Porque diabos o filho da mãe não abria a porta? Continuei batendo, batendo e nada. Os vidros estavam embaçados, pois com a chuva todos fecham as janelas e ficam ali dentro respirando aquele aroma puro de banheiro público.
Continuei batendo e nada. A chuva caía e eu ficava cada vez mais ensopado. Aí comecei a perceber um murmurinho dentro do ônibus. Alguns batiam no vidro e apontavam para frente. Outros me diziam alguma coisa que eu não conseguia entender (dentre minhas capacidades, ler os lábios não é uma delas).
Juro que achei que estavam tentando fazer o motorista abrir a porta e comecei a gritar:
- Abre aí motorista!
Lá pelas tantas, agarrei-me mais forte aos corrimões e levantei as duas pernas, arremessando-as contra a porta. Eu já estava molhado e possuído por uma entidade qualquer, capaz de me tirar do meu estado de delicadeza. Eu já estava a ponto de dizer alguns palavrões, até que um dos passageiros abriu a janela e falou:
- A entrada é pela frente!
Meu violento mundo desabou! Larguei os corrimões e caminhei, sob a chuva, cabeça baixa, para porta da frente. Enquanto todos me olhavam. Sem ter como esconder a minha vergonha, com a maior calma e inocência do mundo falei:
- Me desculpe. É que já tem um tempinho que não pego ônibus. Quanto é a passagem hein?
Calouro é fogo,né? Não sabe nada! Eu recebi o prêmio da Carol e não sabia que podia premiar também, o que é melhor que ser premiado! Mas ainda não tenho muito trânsito na blogosfera e não quero ser leviano com o prêmio, indicando qualquer blog por aí.
Entretanto tem dois blogs que eu já me sinto parte da família e que não posso deixar de indicá-los. Um é barbada e já não tem contador, mas datação! Ele completou 60 mil acessos, na última semana. Quem acompanha, sabe o esforço que ela tá fazendo para manter seu blog em dia e sempre com muito humor!
O outro eu conheci através de um amigo, que anda meio sem tempo ultimamente, mas que sempre que pode passa por aqui e por lá!
Neste segundo blog, sempre tem uma música ou texto muito bem escolhidos para nosso deleite.
Assim queria homenagear os blogs da Nanda (Idade da Pedra) e da Nana (Nanaterê). Os links estão aí ao lado e vale a pena conferir!
Mostarda prá vcs!
Postado por Alex Vicente às 8:13 PM
Tempera o sanduba aí:
Segunda-feira, Novembro 19, 2007
Amigos blogueiros, há aproximadamente um ano tive oportunidade de conhecer uma belíssima cidade: Buenos Aires. Graças a persistência e paciência de minha mulher (comigo).
Amigos, sou uma mala e só minha mulher para me compreender e me aturar! Acho que por isso estamos casados há 13 anos. Nos dias de hoje, somos quase uma atração turística!
Digo que sou uma mala, pois tendo sempre a me preocupar no sentido estrito da palavra, ou seja, me pré-ocupo com coisas que podem não acontecer ou que provavelmente nem mesmo venham a acontecer. Preocupo-me com a dívida, com o vôo, com o câmbio, com passaporte, com a identidade, com as crianças e com tudo que se possa imaginar. E acabo estressando o passeio. Mas ela me dá uma bronca e acabo caindo na real.
Como metrópole, Buenos Aires tem seus problemas, mas nossos vizinhos são lutadores e, como nós, passaram e passam por algumas mazelas políticas e econômicas. Mas quero falar do que há de bom, fora os alfajores Havana (ué, mas Havana não é a capital de Cuba?). Tá, você deve achar um outro mais gostoso, mas sei lá porquê, gostei desses!
Os argentinos gostam de sofrer! Maradona é um resumo da ópera trágica de nossos hermanos. Plaza de Mayo, Avenida 9 de Julho, La Recoleta, Caminito, La Boca, todos os cantos, todos os pontos tem uma história de sofrimento. De luta! O sofrimento forja sua personalidade.
E tanto sofrimento foi magnificamente traduzido no Tango. Enquanto aqui temos mágicos e comediantes em nossas praças e ruas, lá eles tem dançarinos de Tango. Que música visceral! Que dança visceral! O Tango é tipicamente argentino. Naquele dia, ali na Calle Florida, pude entender o que os turistas sentem quando assistem aos sambistas no Rio. Você assume um lugar de espectador! Você se posta diante de um quadro pintado a quatro pés, quatro mãos, pernas, coxas, rostos, corpo, música...! É sublime! E isso tudo, ali. No meio da rua! Por qualquer tostão. O Tango é a música sertaneja que deu certo, sem ser piegas!
Saí dali e como bom turista, comprei um CD do Piazzola. Um com a música Libertango, que já tinha tido a oportunidade de tocar acompanhando uma orquestra de violões! Belíssima!
Terminamos a noite apreciando um excelente e romântico café no Il Gran Caffe, situado na esquina da Florida com Avenida Cordoba.
Mostarda prá vcs!
Esta semana tive a honra de receber um Prêmio de minha amiga Carol.
Queria agradecer ao carinho que ela me dispensou, desde que eu lhe falei sobre meu blog.
Sinceramente, acho que se ela não tivesse me falado algumas coisas sobre a blogosfera, eu não teria compreendido bem o seu funcionamento!
Carol, um grande abraço e valeu muito pelo seu reconhecimento e lógico pela força dos amigos que também estão sempre por aqui!
Alex
Postado por Alex Vicente às 9:41 AM
|
|